17/03/2014

Entrelaçados

''Na verdade eu não sei o que é o amor ainda, mas todas as manhãs, eu me levanto da cama por ele, eu me arrumo, fico bonita por ele. Ligo o meu computador para poder ver a sua foto no papel de parede... e como é perfeito! A foto mais bela do mundo! Tenho tanta vontade de abraça-lo e beija-lo... mas além da nossa distância se passar de mil quilómetros, este é um amor proibido.
Não, ninguém me entende, tentam, mas não entendem, nem eu me entendo! 
É como se eu estivesse presa a ele, sem nenhuma opção de ''desprender'' ,daí fico assim, não posso viver com ele, e não consigo viver sem ele.
E a minha viagem? Eu poderia bem ter escolhido mil e um lugares para poder viajar, mas não... eu escolhi precisamente a cidade onde ele vive. Minguem sabe, mas é por ele. Quando ouço o nome dele, automaticamente imagino... eu e ele... a passear de mãos dadas pela cidade... Acho que sou complicada, tenho um pouco de possessão talvez, mas se ele estivesse aos meus pés... eu o amaria! E como me esforçaria para o amar ainda mais... Não reconheço, não compreendo o que o mundo lá fora pensa, estou presa a nós dois e isso é mau!
Nunca vou conseguir dizer tudo! nunca... Tenho vergonha de mim, de nós, mas preciso disso, de clareza, de alguém que me olhe nos olhos e entenda. Mas, para ser franca, nem eu me entendo. Estamos entrelaçados, não tenho opção, prisão perpétua.''


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